O Sebrae em Rondônia realizou nesta quarta-feira (14) uma reunião preliminar para apresentar a consultoria responsável pelo diagnóstico de potencialidade da mandioca do Baixo Madeira, estudo que irá embasar a análise para uma possível obtenção da Indicação Geográfica (IG) do produto. A iniciativa é conduzida em parceria com o Sebrae Nacional e busca fortalecer uma das cadeias produtivas mais tradicionais da região.
Participaram do encontro o diretor-superintendente do Sebrae em Rondônia, José Alberto Anísio; o diretor administrativo-financeiro, Edson Lemos; o gerente da Unidade de Produtividade e Desenvolvimento Empresarial (UPDE), Tuannhy Haverroth; o gerente da Unidade Regional de Porto Velho (URPVH), Pedro Afonso; além dos analistas técnicos Desóstenes do Nascimento, da UPDE, e Alberto Saavedra, da URPVH.

Durante a reunião, a consultoria apresentou a metodologia que será aplicada ao longo do diagnóstico, incluindo o levantamento de informações históricas, culturais, produtivas, econômicas e mercadológicas relacionadas à mandioca produzida na região do Baixo Madeira. O objetivo é identificar elementos que demonstrem a singularidade do produto e sua relação com o território, requisitos fundamentais para uma futura certificação de Indicação Geográfica.
Para o analista da Unidade de Produtividade e Desenvolvimento Empresarial (UPDE) do Sebrae em Rondônia, Desóstenes do Nascimento, a construção coletiva do conhecimento será essencial para o sucesso da iniciativa.
“Este momento é superimportante para trocarmos ideias e experiências, além de reunirmos o máximo de informações e conhecimentos possíveis para seguirmos nesse caminho rumo à certificação”, destacou.
O encontro contou ainda com a participação de representantes de instituições parceiras estratégicas para o desenvolvimento do projeto, entre elas Embrapa, Emater, Semagric, Sistema Faperon-Senar, Coopcuniã, Sescoop, Seagri, Câmara Setorial da Mandiocultura e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Entendendo o processo de certificação
Além da apresentação da consultoria e do alinhamento com os parceiros, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o processo de obtenção de uma Indicação Geográfica (IG). A certificação começa com um diagnóstico técnico que avalia a reputação do produto, sua história, características diferenciadas e a relação com o território onde é produzido. A partir desse levantamento, são reunidas evidências sobre a notoriedade do produto, a organização dos produtores e os mecanismos de controle e rastreabilidade necessários para a elaboração do pedido de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
As IGs podem ser reconhecidas como Indicação de Procedência (IP), quando uma localidade se torna conhecida pela produção de determinado produto, ou como Denominação de Origem (DO), quando as características e qualidades do produto estão diretamente ligadas aos fatores naturais e humanos do território. Indicações Geográficas
Rondônia possui atualmente três Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI: a Matas de Rondônia, concedida na modalidade Denominação de Origem (DO) para os cafés Robustas Amazônicos da região; o Cacau de Rondônia, registrado como Indicação de Procedência (IP) para o cacau em amêndoas produzido no estado; e o Tambaqui do Vale do Jamari, também reconhecido na modalidade Indicação de Procedência. Esses registros reforçam a identidade territorial dos produtos rondonienses e contribuem para a agregação de valor, ampliação de mercados e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Além das certificações já conquistadas, outras cadeias produtivas estão em fase de estudos e diagnósticos para avaliação de potencial geográfico como a carne de jacaré manejado, cuja cadeia produtiva também vem sendo trabalhada por instituições parceiras como potencial candidata a uma futura Indicação Geográfica. Essas iniciativas buscam fortalecer a identidade territorial, agregar valor à produção e ampliar oportunidades de mercado para produtores e empreendedores locais.

Diagnóstico é etapa fundamental
O diagnóstico representa o primeiro passo de um processo estruturado de reconhecimento territorial. A partir dele, serão identificados aspectos como notoriedade do produto, tradição produtiva, organização dos produtores, características diferenciadas e vínculo histórico com a região. Os resultados servirão de base para a definição das próximas etapas relacionadas à possível implantação da certificação da mandioca do Baixo Madeira.
A expectativa é que o diagnóstico permita avaliar o potencial da mandioca do Baixo Madeira para a obtenção de uma Indicação Geográfica, instrumento de propriedade intelectual que reconhece produtos cuja reputação, qualidade ou características estão diretamente associadas à sua origem. Além de agregar valor à produção, a certificação pode ampliar mercados, fortalecer a identidade regional e gerar novas oportunidades de desenvolvimento para produtores e empreendedores locais.
A iniciativa reforça o compromisso do Sebrae com o fortalecimento das cadeias produtivas regionais e com a valorização de produtos que expressam a identidade, a cultura e o potencial econômico de Rondônia.
Informações sobre as ações do Sebrae em Rondônia podem ser encontradas no site www.sebrae.ro ou pelo telefone gratuito 0800 570 0800. Também é possível acessar a loja virtual em sebrae.ro/loja e acompanhar as novidades pelas redes sociais Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn e YouTube (@sebraero).
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